Poesia

Poesia é…

Os alunos das turmas C e D, do 5.º ano têm veia poética…aqui ficam alguns poemas, elaborados durante o 3.º período, no E@D,  no âmbito do estudo do Texto poético/lírico.

                                    Poesia é…

Regista aqui a tua opinião sobre o que é a poesia.  (5.ºD)

Na minha opinião, a poesia é uma forma de passar o tempo, exprimindo os nossos sentimentos.

A.C. 

A minha opinião é que devemos escrever poesia porque nos faz imaginar muito…

A. L.  

A minha opinião sobre a poesia é que é muito importante porque ensina-nos a escrever coisas muito engraçadas. 

A. L.

Na minha opinião, a poesia é fácil de ler, por vezes difícil de compreender, mas, leva-nos muitas vezes para o mundo da Utopia! 

                                                                                                                               G. R.

Na minha opinião, a poesia é brincar com as palavras como se fosse um jogo de letras.

G. F.

Na minha opinião, a poesia é uma forma de escrita, que torna a leitura mais agradável, uma vez que as palavras por vezes rimam umas com as outras, embalando a leitura.

                                                                                                                                           J. A.

Para mim, a poesia é uma forma bonita e divertida de um escritor exprimir os seus sentimentos e as suas opiniões.

                                                                                                                              J. P.  

Na minha opinião, a Poesia é muito importante, porque ao lermos ou ao escrevermos poesia aprendemos que escrever é divertido.

L.S.

Na minha opinião, a poesia é uma forma de escrever e juntam-se em versos com rimas, tornando-as estrofes e as estrofes formam o poema.

L. P.

A minha opinião sobre a poesia é que ela é muito importante para toda a minha vida, porque ela ensina-me muitas coisas.

L. M.

Na minha opinião, a poesia é expressar os sentimentos da sua maneira e ser livre como quiser e ter  e não ter como limite a criatividade.

M. R.

Na minha opinião, a poesia é um mundo de cores, é muito divertido escrever poesias. Usamos muita criatividade e isso desenvolve a nossa imaginação.

 M. R.

Na minha opinião, a poesia é muito importante, pois podemos melhorar a nossa escrita, a nossa imaginação e muito mais…

                                                 P. R.

            Ser poeta é…

            … expressar-nos com as palavras mais bonitas do mundo. 

                 … correr o mundo com as palavras no coração. 

                           …  escrever quando o mundo está cinzento e triste. 

 M. F.

Ser poeta é…

                … espalhar os seus sentimentos.

       … é ser livre e ter como limite a criatividade.

 M. R.

Recriação a partir do poema “A minha cidade” de Luísa Ducla Soares

Português, Uncategorized

Páginas do meu Diário – alunos do 5ºC e 5º D

Durante o período das aulas de E@D, na disciplina de português, os alunos das turmas do 5.º C e 5.ºD foram convidados a criar os seus próprios diários/cadernos de escrita, com o objetivo de os motivar para a escrita diária e de os levar a refletir sobre as vivências atuais, históricas e inimagináveis (Covid-19). Surgiram textos mais  intimistas, outros mais leves, mas todos conseguiram pensar e registar alguns sentimentos para mais tarde recordarem! Ficam aqui alguns excertos desses registos.

        Quinta-feira, dia 30 de abril
Olá querido diárioComo sabes, desde o dia 13 de março que estou em isolamento em casa. Por isso, já explorei tudo o que havia por casa e arredores: já fiz caminhadas nas matas, já aprendi a andar na bicicleta da minha mãe, que é enorme, já arrumei o meu quarto e acrescentei fotos nas paredes; lutei contra o covid-19 e ganhei sempre; já limpei a minha cabeça com álcool em gel. Já fiz tanta coisa, mas continuo aborrecida e desanimada: sinto falta dos meus amigos e professores. Quero voltar para a escola!!Ouvi na televisão que os cientistas estão a tentar descobrir uma vacina, para esta doença tão perigosa. Fiquei tão contente! Depois percebi que ainda vai demorar algum tempo. Fiquei desanimada, outra vez!Quero estar outra vez com os meus amigos!Eu sei que te tenho a ti diário, mas, não é a mesma coisa.Até amanhã, amigoP.S.- Cumpre as normas de segurança, não quero que também tu fiques em quarentena, longe de mim.    
                                                                                                                      M. C. (5.ºC)

  Olá, amigo diário:(…) hoje venho falar contigo dos tempos que andamos a viver… Tempos difíceis e estranhos estes, já vais perceber do que falo…Este vírus, o COVID-19 mata!! Mas nós podemos vencê-lo, se ficarmos em casa,  só o apanha quem quiser e não tiver medidas de precaução. A minha vida mudou um bocadinho porque eu estava habituado a estar com os meus amigos, a sair muitas mais vezes à rua, não estava habituado aos programas do computador e vê lá, diário, que agora a minha escola é atrás de um computador, cá em casa! Se me dissessem isso há uns tempos, eu ia rir-me da ideia…mas agora até já me desenrasco mais ou menos bem! (…)Eu imagino o meu regresso à escola feliz e bom de saúde e estou desejoso que isso aconteça.                                                                                                                        L. G.  (5.ºC)
Quarta, 29 de abril de 2020           
  Amigo,            
 Já é a sétima semana que estou em casa, de quarentena, devido ao surto de COVID-19 que está a percorrer o mundo. Tudo mudou… Nestes tempos difíceis não vou à escola, aos treinos, passear e visitar familiares… E no meio disto tudo, sabes, sinto falta de brincar, jogar e assistir às aulas com os meus amigos, na escola.           
 Mas por um lado até é bom, estou aqui em casa não preciso de me levantar tão cedo, e também tenho a vantagem de estar sempre na companhia da minha mãe, que agora não pode ir trabalhar, e na companhia do meu irmão. Acho que nunca ficámos tantas horas juntos desde que era bébé.           
 Espero que os cientistas descubram a cura, para poder voltar à minha vida antiga.            Até Breve!                       

A.S. (5.ºC)
 Quinta-feira, 30 de abril de 2020
 Amigo diário,Já passaram quarenta e seis dias, desde que estou fechado em casa, por causa de um vírus invisível que anda por aí, que é muito perigoso. Estou a ter aulas à distância, mas não gosto muito. Já tenho saudades dos professores, dos funcionários, dos colegas, de apanhar o autocarro para ir para a escola, …Eu sei que isto é para o nosso bem!… A minha mãe deixou de trabalhar para ficar comigo e sabes, diário, ela chateia-se porque eu, às vezes, os professores já estão a mandar a correção e eu ainda tenho os exercícios por fazer!! (…)          
 Só o meu pai é que continua a trabalhar fora de casa.    
  Hoje pedi à minha mãe, como o governo está a dar um bocadinho de liberdade, para ir visitar os meus avós. Cheguei lá, não me aproximei deles, porque já têm muita idade.O meu cão que vive com a minha avó fez uma grande festa quando me viu, já devia estar com saudades minhas!!        
Antes de me vir embora fui lavar as mãos com água e sabão, que é uma das formas de nos protegermos contra o vírus. É muito triste não poder abraçar os nossos avós!! (…) 

S. G. (5.ºC
       30 de abril de 2020        
Olá!        
Hoje vou começar a escrever o meu diário.            
Ao início não estava tão preocupada com o COVID-19, mas comecei a ficar cada dia, sempre com mais receio… Quando deu na televisão que haveria possibilidades de as escolas fecharam eu fiquei animada, pois pensava que ia ser divertido, mas estava enganada. Foi divertido nos primeiros dias como era uma experiência nova, mas já devia saber, ia chegar a um ponto que me iria fartar de ter aulas assim, à distância, sem ver os meus amigos. Ficar o dia todo em casa fechada em frente de um computador. Já me fartei! Sabes? Ficar todo o dia em frente de ecrã de computador é bastante aborrecido. Preferia ter as aulas fisicamente em que brincávamos, falávamos, riamos… 

S. C. (5.º C) 
5 de maio de 2020 
Amigo diário, 
 Hoje comecei a pensar em tudo o que tem acontecido. Este vírus está mesmo a complicar as nossas vidas!! Imagina, que a minha mãe quando vai às compras vai sempre de luvas e máscara…A vida começou a ter outro rumo, os cuidados têm sido a dobrar, até eu lavo mais vezes as mãos…Tenho de ficar em casa, mal vejo os meus avós, amigos e professores, então nem pensar…Mas eu até gosto de estar em casa, não me consigo fartar, jogo  playstation com os meus colegas online, brinco com a minha irmã, estou mais tempo com os meus pais, venho para o meu jardim, e estudo e muito…. Apesar de gostar de estar em casa, tenho medo que isto não volte à normalidade, não gosto do facto de ter medo de sair para a rua, da escola não voltar a ser o que era, (…)Estou um pouco cansado destas aulas conforme andam a decorrer, mas pelo menos estudamos e trabalhamos, a matéria não é esquecida e o ano não ficou cancelado, mas também sei que os professores têm sido incansáveis em preparar-nos as aulas, pesquisarem trabalhos, enviarem-nos fichas, ao ponto que chegámos…   Se eu fosse mágico fazia uma máquina em que todos os que tivessem o vírus iam para dentro dela e saíam de lá curados e mandava este covid-19 para o espaço onde era automaticamente destruído.Nunca tinha escrito um diário, foi bom para melhorar o meu desempenho na escrita, e parar para pensar em tudo o que se anda a passar…                                     
 “ Vai tudo ficar bem! ” (assim espero, amigo diário.)  Até breve!

G.R. (5.ºD) 
                                                                                30 de abril de 2020
Querido diário, 
Olá, (…) tenho estado a pensar no que estamos a viver e já que a professora mandou escrever um texto, eu vou falar do que penso, para ti, amigo diário. Eu acho que estamos a viver uma situação que vai ficar para a história de Portugal e de outros países, não só da Europa como de outros continentes.Estou com falta dos meus amigos dos abraços e dos beijinhos.Para mim, foi uma mudança muito grande não podermos ir para a escola e não vermos os nossos professores sem ser por virtual, como agora.Eu quero ver um sorriso no rosto encarnado dos meus avós, mas não consigo porque ao mesmo tempo estão preocupadas com eles e com os netos ou os filhos.Os meus pais querem dar-me um abraço forte mas não podem, pois podem estar infetados ou estarem em contacto com um infetado e não saberem. Então não podemos arriscar, mas isso deixa-me triste, sabes!!Não me sinto bem em casa, quero ir brincar para a rua, (…), mas estou sempre a ouvir as recomendações: “Fica em casa” a toda a hora, mesmo na televisão.nnnnn(…)Agora, o meu maior sonho é voltar à escola e ver os meus amigos e fazer uma grande festa com balões, fogo de artifício, bolos e muita mais comida…Estou agora a pensar que se tivesse poderes mágicos usava-os para meter as pessoas todas em casa até os sem-abrigo e, de vez em quando, ir lá levar-lhes os bens essenciais.Eu acho que fiz bem contar-te o que sinto, amigo diário pois és um excelente amigo e melhor que isso, és surdo, mudo e cego, mas fiel!!! (assim o espero).

G. C. (5.ºD)
Querido diário, hoje não acordei bem disposto, como em tantos outros dias!Não consigo dormir bem! Acordo muitas vezes durante a noite!Nunca mais acordei alegre, com vontade de ir para a escola, porque sei que vou passar o dia inteiro sem sair de casa.Desde que tudo isto começou, e passámos a ficar em casa, só convivo com os meus pais, às vezes, brinco com o meu irmão e jogo PS4 com alguns colegas.Preocupa-me que esta pandemia não acabe nunca, e que antes de arranjarem uma cura já tenha morrido mais de metade do mundo.Esta situação que estamos a viver tem de parar! Já não aguento estar mais em casa sem ver os meus amigos e professores.Se eu tivesse poderes mágicos, inventava a cura para esta doença, e da noite para o dia, todos apareceriam curados! (…)Obrigado, querido diário, por poder partilhar contigo os meus sentimentos.Até amanhã.

J.C. (5.ºD) 
           Querido diário,             
hoje acordei e, como de costume, não fui para a escola, pois temos de estudar em casa, frente ao computador e isso deixa-me triste… não poder estar com os meus amigos. O que me vale é que a minha família arranja muitas atividades para eu e a minha irmã fazermos, mas como esta semana parece que está calor podemos ir para o quintal brincar, e andar de manga curta e calções. Eu gosto tanto do verão e de ir de férias com a minha família, mas acho que este ano será impossível!! Mas nunca vou perder a esperança e como se diz, às vezes « a esperança é a última a morrer» e acho que é verdade pois se estamos em casa, não podemos perder a esperança…Quando tudo  isto passar, acho, não tenho a certeza,  vai ficar tudo bem! Eu e milhares de portugueses até já fizemos arco-íris que colocámos nas janelas a dizer:”Vai tudo ficar bem!” 
 E assim, me despeço querido diário, fica bem.                                                                                                                

M. F. (5.ºD)    
                                                        
              Querido Diário,     
 Esta situação do COVID-19 tem-me deixado preocupado. Já imaginaste se alguém que eu conheço se contamina? Ou se esta pandemia cresce e chega a infetar ainda mais pessoas no mundo?      Estou a ficar farto de estar em casa sem ver os meus amigos, os professores e funcionários da minha escola. (…)      Tenho que agradecer aos professores, porque têm feito um excelente trabalho com as aulas à distância. Todos eles se preocupam connosco e com as nossas famílias. É tudo uma novidade para nó, mas acho que nós estamos a sair-nos bem!!   
  Se eu tivesse poderes mágicos, fazia com que o vírus desaparecesse, mas não tenho, por isso ajudo da maneira que posso, ficando em casa.Estamos todos a fazer história, principalmente os que estão em casa a ajudar a parar este vírus; os médicos, enfermeiros e todas aquelas pessoas que cuidam dos outros… (…)     
 Estou ansioso por voltar à escola, voltar a ver todos os que me ajudaram a crescer: os professores, funcionários e os amigos também!Sabes, estou com tantas saudades dos meus avós…A última vez que estive com os pais do meu pai já foi pela altura do carnaval… E os da minha mãe foi quando a Sra. Professora de Português nos mandou fazer um incrível trabalho com eles: “A entrevista aos avós”.     
                                                                                                   P. R. (5.ºD)
        30 de abril de 2020      
 Olá, amigo!Hoje acordei e pensei no COVID-19, também não há como esquecer…nas notícias estão sempre a falar sobre isso… tomei o pequeno-almoço, lavei os dentes e fui “para a escola” entenda-se para o computador, pois agora é assim, por causa do novo coronavírus. Agora temos escola à distância ou E@D, como se costuma dizer. A seguir pensei como me sinto em estar confinado em casa, e disse para mim próprio que, por um lado, até gosto, mas por outro lado não. Gosto, porque estamos em casa a brincar com os cães no meu jardim, a plantar alfaces, cebolo, com a família…E a razão de não gostar é que estamos sem ver os amigos e que também o Covid ainda não melhorou, há muitas pessoas a morrer em todo o mundo. Qualquer dia os humanos, ainda, ficam em extinção por causa deste maldito vírus! (…)Se eu tivesse poderes mágicos fazia uma poção para todos ficarem bem e para todos sobreviverem.Sinto-me muito feliz em escrever em ti, querido diário, pois consegui transmitir-te aquilo que sinto em relação a esta terrível epidemia mundial. Até breve, 

C. (5.ºD)                                                
           Dia 1 de maio de 2020 
Olá, diário, sabes, nós estamos a passar por momentos muito difíceis e complicados, por causa da pandemia covid-19.Para mim, toda esta situação é medonha e aborrecida. Medonha porque tenho medo de apanhar o vírus e de ver que tanta gente morre. E é uma situação aborrecida porque não posso brincar com os meus amigos nem primos, tenho que ficar em casa isolado tendo assim pouca coisa para fazer. A minha vida mudou muito, deixei de ir à escola, ao futebol e à catequese até a casa dos meus avós, deixei de ir para não os pôr em risco. Passei a ter aulas pelo computador, mas não consigo aprender tão bem. Pelo facto de estar em casa há tanto tempo sinto-me preso, mas com mais responsabilidade. Tenho convivido com o meu pai, a minha mãe e o meu irmão e falo pela playstation com o meu primo e amigos. Os meus avós já os vi, mas de longe não podemos estar perto deles, são um grupo de risco e como o meu pai está sempre a entrar e a sair para o trabalho, não posso estar perto deles. Se a escola abrir em setembro eu fico contente em voltar, mas se ainda houver covid-19 eu vou ter medo de ir. Queria ter o superpoder de demolidor de vírus, assim fazia-o desaparecer para sempre! A minha mãe está-me sempre a dizer que nós já temos um poder. O poder da resistência de estar tanto tempo em casa sem conviver com mais ninguém. (…)   

A. L., o teu amigo (5.ºD)
    Quinta-feira,30 de Abril 
Querido diário, hoje acordei aborrecido, por isso, decidi vir desabafar contigo.       
  Este vírus, o corona, veio-nos testar a todos, para evitar a propagação, tenho de ficar fechado em casa, eu concordo, mas… isto é uma grande seca.Sinto muito a falta de ir à escola, embora tenha estado todos os dias com os meus professores e colegas, através do computador, tenho muitas saudades de os ver pessoalmente e de poder brincar no recreio. Todos nós estamos a esforçar-nos para continuarmos a aprender, mas, não é a mesma coisa!! O que mais me custa é aturar a minha mãe, é uma professora muito chata e exigente.Grandes saudades tenho do futebol, dos treinos, da adrenalina dos jogos, das partidas que fazia com os meus amigos, dos lanches e do meu treinador. Mas, nem tudo é mau, passo mais tempo com a minha mãe, fazemos ginástica, bolos e muitas caminhadas, também passo muito mais tempo com o meu irmão, temos jogado muita playstation 4 juntos, coisa que antes não fazia, só o meu pai é que continua a trabalhar, coitado!A minha grande preocupação é se mesmo com tanto esforço, poderei voltar rapidamente à escola, bem, antes de setembro já não regresso, também tenho receio de se voltar a repetir tudo no inverno, lá se vai o Natal em família que eu tanto gosto. E as minha férias de verão? Irei à praia??? Se eu tivesse poderes mágicos acabava já com este vírus para voltar a fazer tudo o que tanto gosto, (…)Professora, gostei deste desafio, desabafei o que têm sido os meus dias e vou continuar a escrever o meu diário, mas daqui para a frente ninguém o irá ler.          
Quanto a ti diário, até amanhã.                                                           J. P. (5.ºD) 
 Sábado, 2 de maio de 2020
Olá, amigo Passapresente, dou-te este nome porque vou contar-te todas as minhas histórias do passado ou do presente.Sabes, estes dias têm sido bastante complicados por causa de um vírus que apareceu, o coronavírus, mais conhecido por Covid-19. Penso que esta situação está a ser um pouco preocupante, pois mudou também um pouco a minha vida. Sinto-me presa em minha casa e não gosto nada de me sentir assim! E eu tenho muita sorte por ter os meus pais e irmão em casa comigo, pois muita gente não tem casa nem pais…Tenho de ter fé e acreditar que tudo isto vai acabar!Durante esta quarentena tenho estudado muito, muito mesmo e aprendo com facilidade, pois as professoras explicam muito bem!Tenho medo que este vírus não acabe e afete os amigos, familiares, professores…que eu adoro e me fazem falta. Tenho receio que não encontrem a cura, mas tenho de pensar positivo e ter fé, não concordas, amigo Passapresente (diário)?Sabes, às vezes, penso como seria bom regressar à escola e às aulas com os professores, colegas (…)Ai se eu tivesse poderes mágicos, fazia o tempo voltar para trás e começaria uma nova vida para toda as pessoas que teriam uma nova oportunidade para tratarem bem do ambiente, não poluírem, serem melhores pessoas…

M.G. (5.º D) 
Português

Entrevista à minha tia/madrinha

Fiz esta entrevista com a minha Tia/Madrinha.

Ela é das pessoas mais importantes da minha vida. Gosto muito dela, pois tem um sorriso bonito, faz os meus dias mais felizes. Se vocês a conhecessem gostariam também dela, com toda a certeza. 

Nome: Marta Lemos

Idade:30 anos 

Tiago – Querias ser de novo criança?

Madrinha – Não me importava nada…Quando somos crianças é tudo bem mais divertido!

Tiago – Que brincadeiras costumavas fazer ?

Madrinha – Era um bocadinho maria-rapaz. Gostava de correr, jogar à bola e à macaca..brincava muito com animais. Como cresci numa quinta, tinha liberdade para brincar.

Tiago – Com que idade começaste a frequentar a escola?

Madrinha – Com 5 anos, tal como tu.

Tiago – Meteste-te em grandes sarilhos,aposto…(risos)

Madrinha – Alguns…eu era muito traquina e não gostava que se metessem comigo. Era a mais pequenita da sala, por isso também o alvo preferido dos “chicos-espertos”…. Mas eu gostava muito da escola e tentava aproveitar ao máximo todos os momentos. 

Certo dia, estavam dois rapazes mais velhos a gozar com o meu melhor amigo, então eu bati num deles… foi uma grande confusão, fomos todos parar à sala do diretor…e bem, a avó chateou-se muito a sério. Fiquei de castigo. Aprendi que violência só traz problemas. Em situações como esta, devemos ignorar. 

Tiago – Somos parecidos em muitas coisas…tal como eu, também tu és muito gulosa. Qual é o teu bolo preferido?

Madrinha – Bolo de chocolate, claro!

Para terminar,deixo-vos com a receita do bolo de chocolate da minha Madrinha. É o melhor, tal como Ela.

Bolo de Chocolate.

-2ovos

-1 chávena de chá de leite

-1 chávena de chá de óleo soja

-2 chávenas de chá de farinha de trigo

-1 chávena de chá de chocolate em pó

-1 chávena de chá de açúcar

-1 colher de chá de fermento

                                Bom-apetite!!!

                                                            Tiago Matias, 5.º C

Português

Páginas de um diário em tempo de confinamento

Vivendo uma experiência, que se espera que seja única e que não haja outra igual, os alunos dos quintos anos, na disciplina de Português, foram sensibilizados para a escrita de um diário. Assumindo a perspetiva de que este momento, futuramente, fará parte dos manuais escolares, os alunos foram convidados a escrever a Página de um Diário – Confinamento COVID-19. 

Registos apresentados nas semanas de 20 de abril a 10 de maio 

(5º A e 5ºB)

5º A

            Apareceu um vírus novo chamado Coronavírus, muito contagioso e que pode matar. O governo decidiu fechar as escolas e ficamos em quarentena, isolados em casa sem podermos brincar com os colegas, nem os familiares podemos visitar. Tem sido muito difícil!!!

            Estar sempre em casa é mau, pois sentes falta daqueles momentos com a família, com os amigos…e de ir comer uma nata com chocolate à uma pastelaria.

            Mas também há o lado bom: passo mais tempo com o meu pai, tenho brincado com o meu vizinho e começo a conhecê-lo melhor, tenho sido mais autónoma e tenho dado mais valor aos momentos.

            Ao mesmo tempo, tenho medo que não encontrem uma vacina, que nunca mais a minha vida seja a mesma e que alguém muito próximo de mim morra por causa destes vírus.

            Imagino que quando eu voltar à escola (Deus queira que seja em setembro), voltaremos já vacinados contra o Covid-19 e não haverá a necessidade de usarmos máscaras. 

            Se eu tivesse algum poder, eu arranjava uma vacina já, de um dia para o outro, e as pessoas que morreram, poderiam ressuscitar e voltar à vida.

A.B. nº1, 5ºA

          Querido diário!…

            São 22h00 e não há maneira de ter sono.  

            Desde que apareceu o COVID-19 que tenho sentido uma certa dificuldade em dormir…

            Tenho pensado muito em tudo o que se está a viver… os meus pais, até já me proibiram de ver as notícias.

            Toda esta situação desperta-me medo, ansiedade e inquietude…. tenho receio de perder quem amo muito…

            Tenho imensas saudades de estar com os meus amigos, de poder abraçá-los, de dar beijinhos, de estar nas aulas, dos professores, da minha família que está mais distante e até de fazer asneiras!…tantas tantas saudades, mas também sei que é para o nosso bem, para a nossa saúde. 

            A escola…ai que saudades! E, eu que nunca pensei vir a ter saudades …

            Agora só penso no dia do regresso, mas…também sei que será bem diferente daquilo que um dia foi.  Não vou poder abraçar, beijar os meus amiguinhos, estar bem juntinho deles…

            Uma coisa eu sei…quero que tudo isto passe para que eu possa estar com as pessoas que amo, abraçá-las e beijá-las sem medo. 

            Vai ficar tudo bem! Tenho fé nisso.

B.S. nº 2,5ºA 

            Eu, ao ficar em casa, sinto me bem, porque eu gosto de estar em casa, mas, por outro lado, não me sinto bem porque também gostava de ir a algum lado e não ficar todos os dias, aqui, fechada.

Tenho aprendido muitas coisas, por exemplo, a fazer plantações, a preparar as refeições… tenho ajudado os meus pais a tratar das coisas de casa, do quintal… e tenho convivido com os meus pais, alguns dos meus tios, alguns dos meus primos e, às vezes, visito os meus avós.

            Eu tenho receio que algum familiar, colega, professor ou conhecido fique com o vírus. Também me preocupo com os sem-abrigo…

            Eu acho que o regresso á escola vai ser com máscaras, desinfetantes, com distância de dois metros…

            Se eu tivesse poderes mágicos, eu tentava encontrar a vacina ou lançava um encantamento para que ninguém apanhasse o vírus.

B.A. nº3,5ºA

            Sinto-me muito triste, pois estamos a viver uma situação difícil. 

            Eu gostaria de estar com os meus avós e amigos, mas não é possível. Parece que estamos numa prisão isolados uns dos outros, mas tem de ser… para o bem da nossa saúde!!!

            Se eu tivesse poderes mágicos, lançava o meu feitiço: 

            – Mata esse vírus para toda a vida!!!

B.F. nº 4,5ºA

            É tudo tão estranho!!! Um dia, fomos à escola, mas, de repente, apareceu o vírus COVID-19 e, imediatamente, fomos obrigados a ficar em casa.

            Eu tenho visto que há regras para evitarmos o vírus:

– Lavar as mãos, várias vezes, ao longo do dia;

– Não tocar nos olhos, boca ou nariz quando não tens as mãos lavadas;

– Nunca partilhar objetos pessoais. 

– Espirrar ou tossir no braço ou no lenço e depois pô-lo no lixo.

B.S. nº 5,5ºA

            Hoje acordei um pouco estranho, acabei de me levantar da cama e já me sinto cansado.

Acho que é por estar há 57 dias, em casa, por causa deste vírus maldito.

            Às vezes pergunto-me:

            – Como é possível, um bichinho que nem conseguimos ver parar o mundo inteiro? Pôr todas as pessoas com imenso medo de andar na rua? Como????? 

            De vez em quando  o meu pensamento voa para o tempo em que não se falava deste vírus… como é domingo teria ido almoçar com os meu avós maternos e a esta hora… estaria a visitar os meus avós paternos, quem sabe, iria lanchar com os meus primos e brincar com eles, mas…

            O melhor desta quarentena é poder estar mais tempo com os meus pais e com o meu irmão de 3 anos. Ele quer que ande sempre a brincar com ele, é um maroto! 

            Eu, cá por mim, acho que estar em casa tem muitas desvantagens, mas a saúde está em primeiro lugar!…

              Já pareço as pessoas antigas a falar!  

            AH, AH, AH!

             Hora da caminha… mas antes de dormir leio um pouco, gosto imenso!

            – Está na hora de apagares a luz, Dinis… (a minha mãe, mas realmente já tinha sono).

            Até amanhã…e último pensamento…será que, algum dia, vamos conseguir voltar às nossas vidas normais?

           DEUS queira que seja rápido…  Temos que pensar positivo e acreditar!!!

D.P nº 6,5ºA

Já se passaram muitos dias desde que a escola fechou. Confesso que isto não está a ser assim tão bom. Eu preferia as aulas normais pois eram mais interessantes.

            Estou cheia de saudades dos meus colegas e dos professores. Já fiz várias videochamadas com os colegas, mas nada é igual. Quero estar presente para poder abraçar e brincar.  

F.C. nº 8,5ºA

            Hoje, sinto-me preocupado com a situação que vivemos.

            Estou preocupado, porque não sei quando vou ter outra vez liberdade. Sim, aquela liberdade de poder sair à rua e brincar com os meus amigos e poder dar um aperto de mão como dantes fazíamos, pois, nas condições atuais, não o posso fazer. Anda, por aqui e por aí, um vírus que se transmite muito facilmente, e mata muita gente.

            Estamos a ter as aulas em casa pela internet, mas não é a mesma coisa. A internet está sempre a falhar e sinto falta de estar com os meus colegas, de andar naquela corrida de sala para sala, de jogar à bola nos intervalos … agora, com este vírus, nem há fins de semana e os dias são todos iguais.

H.C. nº 9,5ºA

            No início eu pensava que o Coronavírus iria ficar na China e lá tudo se iria resolver, antes que chegasse ao mundo inteiro, só que não foi bem assim…

            E ainda hoje, ao fim de quase três meses, os alunos ainda estão em casa.

J.A. nº 12,5ºA    

            Foi há mais ou menos dois meses atrás, quando tudo mudou… A escola parou e deixámos de ter aulas presenciais, tivemos de ficar fechados em casa, em quarentena. Não podíamos andar de bicicleta nem brincar com os nossos amigos. 

            O meu pai teve de ficar em casa, porque trabalha em Espanha e lá havia muitas pessoas infetadas. A minha mãe também teve de mudar o horário de trabalho para diminuir o número de trabalhadores no mesmo turno. Deixei de visitar os meus avos, de poder estar com os meus primos, mas ligava-lhes por telefone para poder matar as saudades.                                          

L.M. nº 14,5ºA

            Querido diário, hoje vou desabar contigo… vou falar sobre como tem sido a minha vida em casa, por causa do Covid-19.

            Tem sido sem graça, ligeiramente, aborrecida… A minha vida mudou um pouco, porque continuo a ter aulas, a estudar, a fazer testes (diferentes do que eram antes), mas mudaram algumas coisas como, por exemplo, não conviver com a minha família nem com os meus amigos, estar a ter aulas por email ou vídeoconferência, não brincar nos recreios com as minhas amigas…

            O nosso regresso à escola, eu acho que será muito diferente, porque teremos que utilizar máscaras, luvas, teremos de nos sentar sozinhos … 

            Estou muito preocupada que alguém da minha família apanhe este vírus.

M.F. nº 15,5ºA

Sinto-me triste e nervoso com esta mudança tão repentina e sem estar à espera. Tenho saudades da escola, dos meus colegas, dos professores e dos treinos de futebol.

            A minha mãe e o meu irmão tiveram de ficar em casa algum tempo sem trabalhar, logo recebem menos no ordenado e andamos todos muito nervosos com esta situação. 

            Tenho convivido mais com a minha família e com os que moram perto de mim. Tenho aprendido matérias novas que os professores me ensinam, apesar de não ser a mesma coisa que estar na escola. Estou a ter aulas por videoconferência com a ajuda do meu pai.

            Eu tenho receio que alguém da minha família apanhe o Covid-19 e que fiquemos todos contaminados, isso seria horrível.

            Quando regressar à escola, espero que seja um dia feliz. 

M.A.A. nº 16,5ºA

            Neste momento estamos todos confinados em casa. Quando as aulas pararam, eu pensei que seria por pouco tempo, mas não. O Coronavírus veio para ficar. 

            Confesso que não está a ser fácil, porque é mais difícil ter aulas pelo computador. Quando acordo, vou logo para o computador e, ao longo do dia, é igual. Passo muitas horas diante do computador. 

M.F.A. nº 17,5ºA

            Olá, diário!  Este é um ano atípico!

            Deixei de ir à escola por conta do coronavírus, desde o dia 13 de março! A partir desse dia, as aulas passaram a ser dadas à distância. Todos estamos a dar o nosso melhor, mas não é a mesma coisa, sinto muita falta das aulas presenciais!

            Pela nossa saúde e pela dos outros, somos aconselhados a ficar em casa. Eu gosto da minha casa e tenho a sorte de ter um imenso jardim onde posso divertir-me, mas sinto muitas saudades de estar com a minha família e amigos!

            Por vezes, tenho de ir ao Centro de saúde levar uma vacina por causa das minhas alergias, a mãe coloca-me uma máscara…é simplesmente horrível!!! Para além das alergias, sou asmático… se respirar já é muitas vezes complicado sem máscara, com máscara é mil vezes pior!

            Nestes quase dois meses de quarentena, tenho feito bastantes bolos com a minha mãe, que delícia!

            Para ajudar a passar o tempo, tenho lido alguns livros, faço alguns exercícios físicos e caminhadas pela natureza.

M.G. nº 18,5ºA

            Olá, meu querido diário!

            Estou a escrever-te, porque estes dias tenho andado meio aborrecido. Não vejo os meus amigos há muito tempo e tenho saudades de brincar com eles. Isto tudo por causa do vírus Covid-19, esta doença que está a matar muita gente e também alguns animais. 

            Ao estarmos todos fechados em nossas casas, isso faz com que esta situação relacionada com o vírus tenha o seu lado positivo, tais como: a diminuição da poluição no planeta Terra e darmos valor a pessoas que gostamos e que se encontram longe de nós.

            Agora, os dias em casa passam mais rápido, porque temos sempre algo para fazer. Ontem, fui visitar os meus avós e eles ficaram muito felizes por me verem, mas, por outro lado, tristes porque nós, eu, as minhas irmãs e os meus pais, não entrámos em casa deles. Usámos máscaras e luvas e ficamos longe deles. Não gostei de ter de estar assim com eles, mas foi algo bom, porque pude matar saudades.

            Escrevi este pequeno texto, porque tinha que desabafar com alguém. Este desafio da nossa professora de Português foi bom, pois ajudou-me a libertar os meus sentimentos.

S.F. nº 19,5ºA

É muito desagradável estar fechado em casa. O coronavírus é o responsável por muitas mudanças nas nossas vidas, em casa, na escola e no trabalho dos nossos pais. Por exemplo, não podemos ver a nossa família, os nossos colegas e não podemos praticar o nosso desporto favorito…

            Sinto-me muito mal por estar fechado em casa, porque me lembro de quando andávamos contentes na rua a brincar com os meus amigos e amigas. O meu receio é apanhar a doença. 

            Ai! Ai!  Até imagino o regresso às aulas!!! 

S.M. nº 20,5ºA

5º B

            Olá!

            Neste momento, estou confinado em casa.

            Penso que a situação pela qual estamos a passar vai durar algum tempo e que temos de nos preparar para o pior.

            A minha vida, por causa da pandemia, mudou completamente, quer pessoal, quer familiar e escolar, por exemplo: já não posso ir brincar com os meus amigos, já não posso ir ao futebol, já não posso ir à escola, já não posso cumprimentar os meus familiares e o pior é que sinto que isto vai continuar durante muito tempo.

            Sinto-me meio revoltado por não poder sair de casa, mas isto é para o nosso bem. Tenho convivido muito com os meus pais e com a minha irmã, e ainda com o meu cão, o Mike e com a minha gata, a Mia (que estão felizes da vida, porque está sempre alguém em casa com eles).

            Felizmente continuo a aprender muitas coisas, graças à escola a partir de casa. Tenho receio que isto continue assim muito tempo, porque já tenho saudades dos meus amigos, do futebol e até da escola.            Eu imagino que o meu regresso não vai ser muito bom, porque posso estar e ver os meus colegas, mas as brincadeiras vão ser muito diferentes.

            Se eu tivesse poderes mágicos faria com que toda a gente que estivesse infetada ficasse bem e que o coronavírus nunca mais voltasse a atacar.

            A.C., nº 1, 5ºB

            Estas semanas de quarentena têm sido horríveis, pois estamos privados de muita coisa: estar com os amigos, passear ao ar livre e dar as nossas caminhadas. 

            Neste momento não temos liberdade para ir onde queremos, a hora que queremos. Já para não falar, que, com isto, nem podemos dar e receber expressões de afeto: trocar um simples beijo ou abraço com as pessoas da nossa própria família. 

            Mas nem tudo é mau, porque, nesta situação, podemos estar mais tempo a dormir, temos aulas com o E@D (Ensino à Distância) e conseguimos organizar as tarefas todas e realizá-las no conforto de nossa casa.  

            No entanto, ao longo destas semanas, eu tenho a certeza que eu e todos os outros alunos trocaríamos este tipo de aulas à distância pela nossa liberdade, que já faz tanta falta.

B.F. nº 3, 5ºB

            Hoje estive fechado em casa como todos os outros dias. Por vezes, o meu pai, a minha irmã e eu andamos de bicicleta para fazermos algum exercício físico, mas sempre mantemos as medidas de segurança contra o vírus, COVID-19. 

            Eu já estou farto de estar em casa…  é sempre a mesma coisa. Tenho saudades da escola, dos amigos…  de TUDO. Os dias são cada vez mais aborrecidos. Eu só quero que isto acabe!!!!   

D.M. nº4, 5ºB

            Meu querido diário, hoje esteve um dia bonito, já estava farto dos dias de chuva. Todos os dias são parecidos, não há novidades.

            Sabes, aqueles passeios de bicicleta que eu dava com o meu pai, antes do isolamento? Pois é, hoje voltamos a sair. Tive a sensação que já não sabia pedalar.

            Foi tão bom receber a brisa suave no meu rosto. Senti-me livre, solto e bem-disposto.

            À tarde, fui concluir o trabalho pedido para a disciplina de Cidadania. Foi interessante investigar as formas de evitar a propagação do Coronavírus.

            O meu PowerPoint ficou super fixe. Aquele bicharoco malvado tem imensa força, mas se seguirmos as regras de proteção, ele pode se aborrecer e deixar-nos em paz.

            Sinto imensas saudades de sair de casa pela manhã, do cheiro da minha escola, dos meus professores, da minha turma e dos gritos do senhor Albano.

            Tudo vai passar, pois nada é para sempre.

            E.S. nº5, 5ºB

            Hoje de manhã, ao acordar, pensei… “Mais um dia fechado em casa!”.

            Esta situação do COVID-19 está cada vez pior e não sei quando vai acabar. Logo tinha de vir um vírus para mudar as nossas vidas.

            Tenho muito medo por causa dos meus avós que já têm uma certa idade e muitos problemas de saúde.

            Vamos para mais uma aula por computador. É muito complicado, pois umas horas à frente do computador cansam-me mais do que se estivesse na escola. Todo o dia é muito maçador.  

            Por um lado, é bom, porque passo mais tempo com a minha família. Por outro lado, é péssimo: tenho saudades de estar com os meus colegas e de ter aulas com os professores.

F.S. nº6, 5ºB

            Eu, agora, já começo a ficar entediada. É muito cansativo ficar dois meses em quarenta. Tenho saudades dos meus familiares, dos meus amigos, dos professores e de todas as pessoas que conheço.     Vai ser difícil combater este vírus, mas eu acredito que, mais cedo ou mais tarde, vão encontrar o tratamento capaz de derrotar este terrível vírus. As aulas também não são o mesmo. Não está a ser fácil para ninguém, pois foi tem sido difícil habituarmo-nos às novas tecnologias, tão rapidamente. 

J.F. nº8, 5ºB

            Esta pandemia está a afetar o mundo todo.

            Estamos a ter aulas virtuais e tenho de admitir que não é a mesma coisa. Algumas pessoas já voltaram aos seus empregos, mas, obviamente, com proteção (máscaras, viseiras, luvas, desinfetante…).

            Sinceramente, espero que isto acabe rapidamente, porque não está a ser fácil para ninguém. 

            Para mim, 2020 foi o pior ano que já vivi, até agora. Espero que 2021 corra melhor. 

            Na minha opinião, isto foi uma lição para as pessoas darem mais valor às suas coisas: simples gestos como sair de casa, ir para o seu emprego… 

            Uma coisa eu garanto, 2020 vai ficar mundialmente marcado na História Mundial.

M.M. nº 10, 5ºB

            Amigo Diário, 

            Sinto imensas saudades da escola, dos meus amigos, dos auxiliares e dos professores! Estar em casa com a minha família é muito bom, mas eles não substituem a alegria da escola, o barulho da campainha, o frenesim dos intervalos, as conversas secretas com as minhas amigas, a excitação da espera na fila da cantina! 

            Agora, tenho tudo à distância de meia dúzia de passos: a minha sala de aula, o recreio, os balneários de Educação Física, e tudo num silêncio ensurdecedor (como tantas vezes diz a minha mãe!). A minha colega do lado já não me acotovela a pedir respostas e não tenho os meus professores no cimo da sala a comandar a tropa. Que saudades… Em vez disso, tenho um ecrã onde os vou vendo e ouvindo, de vez em quando. Tudo é mais calmo.  Só a minha mãe me interrompe porque tem medo que passe fome ou sede, sei lá. “Leonor, toma uma maçã.” ou “Leonor, a garrafa da água continua cheia.” O intervalo das correrias fica para o fim das aulas. Os meus pais “obrigam-me” a ir à rua caminhar, correr, andar de bicicleta, de patins… dizem que estou muito tempo fechada e preciso de ar puro.

            Cá em casa temos conversado muito sobre o que se está a passar. Nesta fase, vivo com os meus pais, a minha irmã bebé e a minha avó materna. É bom viver com a avó. Ela tem calma, a minha mãe é um furacão! O meu pai também é calmo. Somos todos diferentes e sentimos esta situação de forma diferente, mas todos sabemos que é importante respeitarmos o distanciamento social, o isolamento, o cumprimento das regras de higiene e segurança para contribuirmos para que este vírus insuportável desapareça. 

            Sei que no futuro muita coisa irá mudar. Por exemplo, ir para a escola de máscara não me agrada. Então como é que sei se as pessoas se estão a rir ou estão chateadas? Mas se tiver que ser, será. E na sala de aula ou na cantina? Ficamos cada um na sua mesa? Parece que andamos todos aborrecidos. Não gosto!!! 

            Isto aconteceu tudo tão rápido que se eu pudesse, resolvia tudo muito rápido também! Estalava os dedos e pum! Voltávamos aos abraços.

            Amanhã volto, ok? Os amigos falam todos os dias, mas agora vai lá descansar…

            Um abracinho.

M.R. nº 11, 5ºB

                  Hoje sinto-me cansado, já são muitos dias em casa após um período de isolamento social.

            O COVID-19, vírus altamente contagioso e sem precedentes na nossa história, alterou a vida e hábitos de milhões de pessoas em todo o mundo e a minha também não é diferente.

            As alterações que mais afetam o meu dia-a-dia são:  deixar de ir à escola presencialmente e deixar de praticar atividades que tanto gosto como o futebol e a música.

            A escola passou a ser em casa, no meu quarto, com acesso à tecnologia e aqui a Internet tem um papel importantíssimo. O início foi um pouco complicado porque era tudo muito diferente. Os professores e os colegas estavam todos à distância e o processo de aprendizagem não é tão eficaz. Com o tempo fui-me adaptando e tentando fazer o meu melhor. Parece que não faço mais nada a não ser estar em aulas e a fazer trabalhos. 

            A minha casa, de repente, passou a ser a escola e o recreio. Todo o meu dia é confinado entre quatro paredes. Como sinto saudades do regressar a casa ao fim do dia!

            O período de isolamento social acabou, mas eu mantenho os mesmos hábitos e para ser sincero tenho receio de sair de casa. Sinto que, em casa, estou mais protegido. 

            Aos poucos irei procurar voltar à normalidade, vou tentar fazer caminhadas, até ao momento tenho praticado as sugestões de treino enviadas pela professora de educação física. 

            Apesar de estarmos na reta final do ano escolar já sonho como será o próximo ano letivo. Quero muito voltar à escola presencial, estar em sala de aulas com os professores e aproveitar os intervalos para as brincadeiras com os amigos.

            Aprendi que as brincadeiras, os jogos, as conversas e o simples convívio com os amigos são muito melhor do que estarmos agarrados aos telemóveis.

            Tenho imensas saudades das visitas regulares aos meus avós. Vou falando com eles pelo telemóvel e assim vamos matando a saudade.

            Sei que ainda temos um longo caminho até ficar tudo bem. E tenho de assegurar dentro do que está ao meu alcance a segurança possível. Usar máscaras e lavar as mãos com frequência fazem parte dos meus hábitos diários.

            A situação que vivi com mais preocupação foi no dia que tive de levar uma vacina no Centro de Saúde. Isso deixou-me preocupado, mas lá fui eu de máscara e luvas.

            Ocupo os meus tempos livres a investigar como curar as pessoas desta doença. Depois de tanta investigação descobri que o pólen de uma planta rara, que mantenho em segredo no meu jardim, cura de imediato as pessoas infetadas com o COVID-19. O processo passa por polinizar toda a natureza e tenho o suficiente para todo o Planeta Terra.

            E agora partilho com meu diário um poder com o qual nasci. Guardo este segredo desde o meu primeiro ano de vida e sei que serás o meu melhor confidente. Consigo transformar-me em vento, mas isto não é sempre quando me apetece, é um processo difícil e requer muita concentração.

            Com este poder e graças ao pólen da planta posso curar a humanidade desta calamidade. Tenho tudo planeado e darei início a 1 de junho. Nesse dia e dias seguintes serei o vento que corre como uma simples brisa em todo o Planeta Terra, espalharei o pólen por toda a superfície terrestre e nesse mesmo instante o COVID deixará de ser uma doença presente e passará a fazer parte de um passado recente.

M.F. nº 12, 5ºB

            O meu dia-a-dia é triste, porque não estou com os meus amigos e não posso sair da minha casa. No início eu pensava que a escola não servia para nada e que não faria falta, mas agora vejo e sinto muito a sua falta. 

M.P. nº 14, 5ºB

            Ultimamente parece que os dias são todos iguais e nem dou pela passagem do tempo.

            Neste período de confinamento, sinto muito a falta os meus amigos. Tenho a minha irmã mais nova que, na maior parte do tempo, só me sabe chatear. Mas, ela acaba por ser engraçada e muito bem-disposta. 

            Quem me dera que tudo voltasse ao normal, rapidamente. Já tenho saudades do tempo em que éramos livres.

            Este vírus modificou a nossa vida e, provavelmente, nada voltará a ser igual.

            Lá terei uma história para contar aos meus netos … pode ser que eles leiam este diário.

M.A. nº 15, 5ºB

            Hoje foi um dia especial! A minha avó materna fez 65 anos e a minha mãe preparou o jantar para estarmos todos juntos. Já tinha saudades! Desde que começou o “fica em casa” que não estive com os meus avós, só de longe. Tive medo, por mim e por eles, não os beijei. Apenas falei com eles e dei os parabéns à minha avó. Ela ficou contente por estar connosco, pois tem andado triste com toda esta situação de não podermos estar juntos.

            Dou por mim a pensar que até gosto desta quarentena. Não gosto do vírus, mas adoro estar em casa. É a melhor coisa que há! Não tenho de ir para a escola, tenho a escola em casa. Não perco tempo em viagens e estou em contato com os meus professores de muitas formas.

            Depois dos tempos das aulas e após fazer os trabalhos que os professores pedem, fico livre para jogar nos meus jogos favoritos e ver vídeos no Youtube.

            Tenho passado os meus dias, em casa, com a minha mãe e a minha irmã. O meu pai tem de ir trabalhar, mas sempre em segurança. Estamos sempre a dizer-lhe para ter cuidado e não traga o vírus para casa, para nós.

            Gostava de poder limpar o Mundo deste vírus, mas sou novo e não sou cientista. Mas gostava de um dia o ser!

M.P. nº 16, 5ºB

            Eu estou aqui em casa, sempre fechada, e fico muito triste, mas penso que é melhor estar aqui do que estar dentro de um quarto de hospital com a doença!

            Eu adoro a escola. 

            A escola, por muito estranho que pareça, era uma pequena inspiração para mim, pois os professores são fantásticos e muito queridos e eu brincava com os meus amigos. Eu adoro a minha  escola, é uma das melhores. Aqui, em casa, não se faz nada. Estamos sempre no computador… com a caixa do correio do email cheia!

            Não tenho muito para te contar, pois dentro de casa não se faz muito!

            Mas posso dizer que aprendi a cozinhar e fiquei muito feliz por isso!

            Também fiz muitos jogos com a minha família, dançamos, fizemos exercício, pois não podemos estar só na cama ou no sofá, não achas, diário?

            Só espero que esta pandemia acabe rapidamente!

            Vou seguir todas as medidas de segurança, pois ainda quero viver muito tempo.

N.A. nº 17, 5ºB

            Querido diário, neste momento, estamos todos a passar por uma má fase.

            A minha vida escolar mudou completamente, porque eu estava habituada a acordar todos os dias às sete horas e ir para a escola. Lá brincava com os meus colegas e aprendia nas aulas, mas agora acordo às oito e um quarto e não vou para a escola, simplesmente, abro o email e fico em videoconferência ou não.

            Nestes tempos que tenho estado em casa, tenho convivido com a minha família e tenho aprendido muitas coisas.

            Ultimamente, tenho tido alguns receios e vou partilhá-los contigo, meu amigo diário. Os meus receios são que algum dos meus familiares, professores ou colegas apanhe o COVID-19.

            Se eu tivesse poderes mágicos, combatia o vírus fazendo-o desaparecer.

            Adorei contar-te os meus segredos, mas gostava que o meu diário fosse a minha professora de português.

S.S. nº 17, 5ºB